|
A data, comemorada em 13 de março, representa uma palestra sobre os perigos das complicações renais, que acometem milhões de brasileiros
Eles são dois, têm o formato similar ao de feijões e funcionam como uma espécie de filtro do nosso organismo. Os rins, responsáveis por eliminar toxinas e regular alguns processos químicos do corpo , como o estímulo para a produção de glóbulos vermelhos do sangue, demandam certos cuidados que, quando não seguidos de forma correta, podem resultar em enfermidades graves. No próximo dia 13 de março, comemora-se o Dia Mundial do Rim, data que figura como uma oportunidade de alerta sobre os perigos e alcance das complicações renais, que atingem hoje milhões de brasileiros.
A mais grave delas é a doença renal crônica (DRC), mal que afeta atualmente cerca de 2 milhões de pessoas no país e quase 500 milhões em todo mundo. A DRC é caracterizada pela perda progressiva e irreversível das funções dos rins e tem como principais causas o agravo de quadros de diabetes e hipertensão.
Uma das complicações mais comuns da doença renal crônica é a anemia renal, diminuição dos níveis de glóbulos vermelhos do sangue que leva a uma menor oxigenação do organismo. Esta forma de anemia pode contribuir também para o surgimento de doenças cardiovasculares, já que o coração aumenta o ritmo de bombeamento sangüíneo na tentativa de compensar a falta de oxigênio no corpo. Estima–se que cerca de 70 mil portadores de DRC desenvolvam também a anemia renal.
Segundo informações da Sociedade Brasileira de Nefrologia, atualmente mais de 70% das pessoas que sofrem com problemas renais no país não sabem que estão doentes e, portanto, não buscam tratamento.
A melhor forma de retardar a ação das doenças renais, evitando o surgimento da anemia ou mesmo sua evolução, é o diagnóstico precoce. “Ele pode ser realizado por um método bem simples, com uma amostra de sangue, a mesma necessária para uma dosagem de colesterol. A análise é feita medindo-se o nível de creatinina: uma elevação dessa substância no organismo indica uma diminuição da função renal”, informa a Dra. Anita Silva, gerente médica da Roche.
Embora a doença renal crônica não apresente sintomas aparentes até que cerca de 50% da função dos rins estejam comprometidas, é importante estar alerta a certos sinais. Ardor ou dificuldade para urinar, alterações na coloração ou presença de sangue e espuma na urina, são alguns deles. Inchaço ao redor dos olhos e nas pernas, dores lombares, vômitos, náuseas, palidez e fraqueza também podem ser indicadores da DRC. Ao menor sinal de alterações do organismo, um médico deve ser consultado.
|